quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Have you ever

wish that the stuffs were just simple?

I do.


Prosseguir

Não consigo recomeçar. Não consigo zerar o cronômetro a partir de uma etapa da vida e escrever um novo enrredo para uma história que já havia começado sem prefácio. Ou eu sigo em frente, em plena consciência daquilo que me foi dado, de tudo que passei, senti e vivi, ou paro por aí e me despeço da vida, como prezo muito por esta, não serei eu a covarde sentimental a desistir de tudo pelo simples fato de doer demais. E se ainda dói, é sinal que foi real e que ainda sou capaz de abrigar em mim demais sentimentos que não sejam tão ruins assim.
" Cria a dor. Cria e atura. "

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Positividade.

Eu preciso dela, não como um peixe precisa de água, mas de oxigênio. É basicamente isso. Se não for em dosagem correta, ele morre, eu também. Ou teoricamente é isso que acontece.
Percebi depois de uma longa e atordoada semana que a vida não é essa tragédia grega que muitos pensam ser, mas que também não se pode leva-la a base de empurrões. Que amor de verdade, é algo extremamente calmo, onde se rir após chorar, e se chora por saudade e não por dor, pois qualquer tipo deste sentimento se é curado com o perdão, algo essencial na vida de qualquer apaixonado. Perdoar é um dom de poucos, e eu o possuo, podem restar mágoas vagas perdidas entre os vãos da memória, mas nada que abra a ferida e procure o tal ponto fraco. Nada que não se possa superar e passar por cima.
Aprendi também que nenhuma vida para por consequencia de outra, e não deve. Deixe que o tempo varra as tristezas, que a chuva lave as impurezas e leve embora todo gosto amargo de um passado doloroso. Permita que as novas e belas manhãs te façam sorrir sinceramente. Carregue contigo teu amor mais sincero e espere que ele invada tua alma quando menos você esperar. Fique certa de que ele virá. Borboletas sempre voltam.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Preocupada demais

ansiosa demais, ciumenta demais, sonhadora, egoísta, consumista e persistente demais. Romântica ao extremo, carinhosa por vontade própria, carente por necessidade, fico doente atoa. Tremo, transpiro, transbordo em afeto. Sorrio, choro e sofro por amor. Eu tenho e destenho amor todos os dias. Troco, moldo e mudo constantemente meu humor ao longo das horas e não me importo de escorrer algumas lágrimas antes de chamar o hoje de ontem.
Derreto por ler uma palavra de amor, e direto vou ao inferno por uma palavra de dor. Tudo em fração de segundos, como vento forte em rosa murcha.
Me machuco porque quero, e não quero ser assim, mas sou. Tenho que me adaptar a quem não sai de mim nem por efeito de feitiçaria. Mas como é difícil.. Mais ainda é ficar sem ela, é insuportável.
Corro sem saber ao certo onde, como e quando vou parar. Coisa que também não me importa saber, quero mais é que meus pés se cansem e eu o sinta formigar, será a prova de que estou viva e avante. De uma forma errante, mas confiante que de um dia chegarei, olhando nos olhos de quem me quer bem.

sábado, 9 de outubro de 2010

Fear.

Um pesadelo acompanhado com o medo. O incerto batendo à porta, a revolta dos pensamentos. Eu não queria, mas me preocupava cada vez mais, eu não estava acostumada mas tive que propor hipóteses. Eu tentei dormir e meus músculos se puseram a protestar e a noite foi muito mais que mal dormida. O amor quando se tem aos montes, pesa tanto quanto uma cruz presa as costas, e a minha cruz era também o meu alívio, a minha paz. Ou talvez pode ser comparado a um vício, a droga que me mantém de pé. E perde-la, me traria abstinência, logo, não seria capaz de prosseguir.
Não entendo a capacidade de algumas pessoas, onde o propósito é somente fazer o mal a quem nada fez. E era isso que machucava ainda mais, saber que minha felicidade, que a nossa felicidade, poderia ser interrompida. Não, eu não permitirei!
E ao acordar, mandei uma mensagem, daquelas carinhosas que eu costumo mandar sempre. E a resposta mais afetuosa ainda, me acalentou e fez uma pequena calmaria se instalar dentro de mim. Mas meus músculos ainda doem.
" Quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente. "